"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."

Coitadinha

“Complexo de vítima” pode ser armadilha emocional.

Previna-se!

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A gente às vezes acha que é a pessoa mais ocupada, mais desastrada, mais azarada de toda a humanidade. Parece que tudo de ruim só aterrissa no nosso terreno, que a chuva só fica pior depois que a gente sai, que as coisas só dão errado naquela viagem de férias planejada e paga durante o ano inteiro, com muito suor.

Quem nunca achou isso de si mesma, pelo menos num curto período durante a vida? O complexo de coitada é muito comum, e tem mais ou menos os mesmos efeitos em todo o mundo: faz com que a gente se sinta com pouca energia, com a mínima paciência e uma disposição bem fraca para enfrentar o dia a dia.

Mas se a síndrome de coitada só faz mal, por que tanta gente insiste em ser a pessoa mais sofrida da humanidade? Também conhecida como “complexo de vítima”, esta tendência de se achar sempre em desvantagem em relação aos outros é perigosa: a pessoa fica presa num círculo vicioso de reclamação, solidão e mais sofrimento.

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Uma das causas por que este comportamento é tão comum é bem óbvia: o sofrimento é valorizado em nossa sociedade. Como? Bem simples: o que é visto como mais “nobre”, uma pessoa que se mata de trabalhar, por exemplo, ou alguém que marca férias três vezes ao ano? É claro que no fundo todos nós adoraríamos férias prolongadas, mas também vamos nos inclinar a dizer que a pessoa “workaholic” merece mais nossa admiração.

O valor que damos ao sacrifício pessoal está profundamente enraizado em valores cristãos, que norteiam a sociedade e fazem com que ser vítima seja um sinal de que a pessoa é “boa”, e que outros sãos “maus”. Essa dicotomia deve ser evitada, porque pode levar ao isolamento e a uma série de outros problemas de relacionamento.  Resumindo: a coitadinha geralmente fica só.

Outra causa que faz com que o comportamento sofrido seja valorizado é porque os mártires são pessoas altamente admiradas, pelo menos do ponto de vista da história. Eles nos inspiram a suportar o sofrimento caladas, e a aceitar “nossa cruz” com muita disposição.

Entretanto, suportar os sofrimentos normais da vida é bem diferente de viver fazendo drama, ou ter a impressão de que todos estão contra você. Há situações em que a pessoa vive em um ambiente hostil, e precisa realmente se defender, mas este nem sempre é o caso.

Se você vive presa numa espécie de “novela mexicana” em que tudo parece dar errado, analise um pouco sua situação, e procure por exageros. Será que você poderia ver a situação de maneira diferente? O que acontece é que muitas vezes na vida somos realmente vítimas, mas em outras, somos nós que estamos causando o problema. A melhor maneira de viver na realidade é saber discernir uma coisa da outra.

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por: Andressa 

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