"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."

Bom na última crise aguda, senti  muitas dores no peito, lado esquerdo do corpo, o que tornava doloroso respirar profundamente e gargalhar. A princípio achei que seria um problema cardíaco, então marquei um checkup anual e acrescentei uma consulta com Neurologista para que ele aplacasse as dúvidas para meu marido sobre essa doença misteriosa.

No cardiologista a minha intenção além dos exames habituais, como sangue, eletrocardiograma de repouso e de esforço, ele fizesse o ecocardiograma, para ver se estava tudo ok lá dentro, queria saber se a minha estrutura cardíaca estava preservada, pois a dor que tinha sentido era intensa. Prestem atenção não sou médica, enfermeira, não pretendo guiar, pretendo apenas mostrar meu caminho.

Checkup anual ok. Carinha de felicidade. Eletro não mostrou nenhuma alteração, teste esforço, que é aquele que você corre em uma esteira que vai inclinando ao infinito, com um monte de fios ligado em seu peito, também não mostrou nenhuma alteração, pressão ok, ecocardiograma, tudo no lugar e batendo ou bombeando da maneira como devia ser, tudo ok. Como havia imaginado a dor insuportável era fibromialgia e não um ataque cardíaco. Com a rotina de exames que tenho feito, sei que não tenho anemia, infecção de urina ou sangue ou qualquer outra coisa, não tenho vermes, sorologias negativas para um monte de coisas que não sei descrever, então tudo ok.

Agora a consulta com o Neurologista, fui com meu marido, a consulta era mais pra ele de que para mim. Eu sentei, levei todos os meus últimos exames, ele só estranhou a falta de um, curva glicêmica, que poderia indicar um problema de metabolismo que poderia ser causa das dores. Meu marido fez infinitas perguntas, sobre stress, ansiedade, hormônios, falou de suas próprias ansiedades, e nenhuma se aplicava a mim.

Para mim, ficou sobre minhas atividades diárias, qualidade de sono. Aqui serve uma explicação mais detalhada, eu adoro dormir, uma boa noite de sono tem 8 horas e pronto, sem interrupções. Mas ultimamente são entre 5 e 6 horas, com uma quebra no meio, normalmente a primeira parte do sono é boa,  mas ao amanhecer, ao me levantar sinto que corri uma maratona, aumentando minha indisposição, mas sigo firme na rotina.

Então saímos do consultório, com pedido de uma curva glicêmica, e muitas respostas esclarecidas para meu marido, ou seja, não se sabe o que causa, de onde vem, se tem cura, e porque eu? Porque eu? Porque aparentemente, eu não tenho nada! Desafio qualquer um a passar 5 minutos em meu corpo na hora da crise, essa frase não é minha é da cantora, premiada Lady Gaga, que também sofre do mesmo problema, e apesar de todos os recursos, sofre com a mesma incompreensão.

Fiz o exame, e para quem sabe, essa curva é um exame chato. Foi curva glicêmica de 2 horas, ou seja, você faz um exame em jejum, depois toma um liquido muito esquisito e doce, faz outro exame, e depois outros de 30 em 30 minutos até completar duas horas.

Voltei ao Neurologista, o exame não mostrou nenhuma alteração, segundo o médico, não sofro de nenhuma alteração, não tenho diabetes e jamais terei, que afirmação forte. Mas tudo  ok. Então para aliviar a ansiedade causada pela dor, ele me prescreveu uma medicação para dormir, funcionou como uma maravilhava, por 3 dias, noites inteiras de sono, e dias mais leves, com pouco desconforto, mas já faz alguns dias que o ritmo do sono voltou, tomo o remédio, durmo, depois de umas 4 horas acordo, fico um tempão, depois durmo mais um pouco, acordo cansada.

O que eu faço durante a insônia? Fico na cama, quietinha, até conseguir dormir novamente, escuto todo o som ambiente, até o mais distantes. O que fico pensando? nada sério me aflige à noite, essa noite por exemplo, ficou martelando como vai ser o fim da  série  #GOT. Brincadeiras à parte, vamos caminhando.

E a rotina continua.

Eu nasci com a herança de ter muitas pintas, que são até uma característica pessoal, e algumas verruguinhas. Mas hoje temos os dermatologistas, com seus apetrechos que retiram essas pintas e verrugas, e fazem análises que confirmam que não se trata de câncer de pele, ainda bem, por que esse tipo de câncer está super frequente nesse país banhado pelo deus Sol. Já fiz retirada com corte e pontos, cauterização e aplicação de nitrogênio.

Pois bem, marquei com Dermatologista, pois tinha algumas pintas que estavam mudando o formato e uma verruginha incômoda na axila, pensei vou marcar, ele vai analisar e marcar outra consulta para retirada, daria o tempo necessário para preparar para esse evento, qual foi a minha surpresa, quando ele disse que elas não precisariam de análise, mas que poderiam ser retiradas naquela mesma hora, alívio ou pânico, já que estou aqui, vamos adiante, ele já foi avisando que ia doer, nem respondi, voltei para casa com um misto de alívio por ter terminado e ódio pela dor.

Nossa rotina com a fibromialgia já é dolorosa, ficamos habilidosas em atuar, mostrando que está tudo ok, mas não está, imaginamos como deve ser um saco para nossos familiares escutarem diariamente que estamos doloridas, com dor, com desânimo, com vontade de fazer nada ou dar um soco na cara de alguém, como se isso fosse aliviar, é que as vezes cansamos de explicar. Gente ainda não tem cura, não tem causa e não tem explicação, não quero ofender ninguém diretamente, mas não existe remédio, droga, reza, massagem ou palavra mágica que vai mudar isso. Mas um conjunto de coisas e mudança de vida podem ajudar muito, fazendo com que a sensação dolorosa seja suportável e as crises fiquem mais escassas nos deixando com uma vida quase normal, mas isso não quer dizer que você está curado, mas sempre vigiando.

Outro lembrete, o câncer de pele responde por mais 30% das notificações por câncer, então use filtro solar diariamente, largue de frescura que meleca, tem diversos tipos e preços hoje em dia, procure um dermatologista em caso de duvidas, vamos evitar mais esse transtorno.

Leia mais em Câncer de pele.

Ter fibromialgia, é acordar com letra de Given UP, do Linkin Park, na cabeça.

“Put me out of my misery!
Put me out of my misery!
Put me out of my…
Put me out of my fuckin misery!
I’ve given up, I’m sick of feeling
Is there nothing you can say?
Take this all away, I’m suffocating
Tell me what the fuck is wrong with me”

“Me tire da minha dor!
Me tire da minha dor!
Me tire da minha…
Me tire da minha porra de dor!
Eu desisti, Eu estou farto de sentir
Não há nada que você possa dizer?
Leve tudo isso embora, Eu estou sufocando”

 

Ter fibromialgia, é aprender a dizer não!

É dizer não! Não porque você não quer, é porque você não suporta, às vezes você fica quieta para não magoar os mais próximos a você, porque te tomam por louca!! Eu sinto dor e pronto! Nenhum remédio é definitivo? Não!!! E não é culpa minha? Não!

Mas tem coisas que não dá para dizer não, e uma delas é a limpeza dos dentes feitas por dentista, afinal apesar da dor insuportável, quando sorrimos pelo menos os dentes tem que estar limpos.

Uma saúde bucal boa reflete no corpo todo. Então fui ao dentista, na recepção já bateu um arrependimento, naquele dia estava super sensível ao toque, sentei na cadeira do dentista, fiz técnica de respiração, mentalização e não deu…. era só uma limpeza, precisei de anestesia para fazer a limpeza.

Não sei o que foi mais difícil, ir ao consultório, receber a aplicação de anestesia ou a limpeza, mas enfim mais uma etapa concluída. Mas pensa em um arrependimento, acho que se voltasse no tempo, eu ia adiar novamente.

limpeza dental.jpg

Entenda como a saúde bucal afeta seu corpo

Outra coisa que não dá para dizer não é a limpeza ou o design das sobrancelhas, as vezes tenho vontade de pular no pescoço da profissional, ela é rápida e eficiente, mas toda vez que vou tenho que me preparar psicologicamente.

Você deve estar pensando, isso dá para evitar, até daria, mas pensa comigo, você já sente uma dor que ninguém entende, nem você, está cansada e deprimida, vai deixar seu sorriso de lado, vai ficar com as sobrancelhas parecendo um lagarto peludo, não vai passar um batom, hidratar sua pele e cabelo, vai se entregar ainda mais, são pequenas coisas que te deixam mais feliz e menos deprimida, deprimida por causa da dor.design-de-sobrancelhas

Evitar acidentes é preciso!!!

Gente, você já sofre de uma dor insuportável e ainda se machuca.

À alguns dias atrás estava em casa, estava até bem, considerando a dor que você não consegue explicar pra ninguém e aí pá……bati o dedinho do pé esquerdo no sofá, sabe aquela dor “dos infernos”, “FDP”, “vai tomar c.”, então foi pior!!!! Acho que xinguei todos no planeta e fora dele, sentei e chorei, quase quebrei tudo na minha frente, e eu ia passar roupa.

Enfim já tolerante a uma certa dor, apliquei um gelinho, depois passei uma pomada e passei a bendita roupa. No dia seguinte tinha algumas obrigações na área central de minha cidade e aproveitei para dar uma esticada ao Pronto Socorro Ortopédico, porque ainda sentia um inchaço e incomodava ao caminhar. Chegando lá, já brinquei com o DR. Ortopedista, vamos fazer um exame de imagem, o Raio X, para que o senhor me diga que não quebrei o dedinho, ele riu, mal presságio, o dedinho estava quebrado.

Imaginem fiquei mais de 20 dias com o dedinho imobilizado, ele ainda apresenta um certo inchaço, mas sem dor e já consigo movimentar o pé sem desconforto.

Como tratar um dedinho quebrado

dedinho quebrado

Descansar é preciso, temos que aprender a linguagem de nosso corpo, dar uma pausa, respirar, mudar o foco, pois estamos sujeitos ao Overtraining. A atividade física tem que ser uma rotina de prazer, e não mais um peso, obrigação, maçante, o objetivo sempre tem que ser , o que te dá prazer!

Eu sempre detestei correr, até que uma profissional de Educação Física me disse, vai para esteira ou caminhada, coloque uma música que te agrade, esqueça o cabelo, o suor, o coleguinha, e vai no seu ritmo, é que dependendo da música você dá até uma reboladinha, rsrsrsrs, e caminhe, as vezes rápido, as vezes devagar, não importa, o que vale é fazer, no seu ritmo, respeitando seus limites.

Essa mesma regra vale para todas as outras atividades, como a musculação, não importa se no leg press vai 10kg ou 200kg, depende só de você, e depende do dia, tem dia que o peso da semana passada é impossível, respeite seu corpo, comece a ouvir o que ele tem a dizer. E sempre procure um profissional de Educação Física, é ele que vai te ajudar a achar seu limite, ou vai te ajudar a chegar em seu objetivo, não tenha medo de falar para esse profissional, o que você gosta de fazer, qual aparelho te deixa mais confortável, qual abdominal é mais adequado e confortável.

Confortável??!!

Você vai escutar na Academia, você tem sair de sua zona de conforto, sim, você tem, mas tem que estar preparado para isso e se sentir em segurança.

E com a Fibromialgia é a mesma coisa, temos que aprender a descansar, a ouvir nosso corpo.

Como!!!??? Meu corpo não fala, ele grita, e grita de uma maneira que eu não consigo entender, pois a dor é insuportável…

Foi aqui que entrou a Yoga, pensa em uma pessoa cética, eu!!! Fui muito desconfiada para minha aula de yoga, primeiro não entendia nada o que a Instrutora falava, meu Tico-e-Teco não funcionava, ela falava direita e eu ia pra esquerda, ela falava respira, e eu me engasgava com meu próprio ar, digamos que foi cômico, achei tudo muito estranho, suei horrores, nunca imaginei que passaria por isso em uma aula de Yoga, mas continue firme, nem que fosse para criticar depois.

Depois de quatro aulas, consegui manter o ar por alguns segundos, que coisa absurda, quase 50 anos e nem sabia respirar direito, e como é importante, você acaba levando a respiração para todas as outras atividades, até para dormir, fiquei chocada.

Mas Yoga é só respirar? Não!

Precisa ser flexível? Não!

Yoga e Fibromialgia, nenhuma aula é igual a outra, mesmo com limitações, você habitualmente sai melhor do que entrou, com o tempo é meio viciante para o corpo, ele fica esperando aquela sensação, vou descrever uma aula minha, vou repetir, não sou profissional da área, sou uma pessoa com Fibromialgia tentando encontrar meios de conviver com ela, pois ainda não tem cura.

Minha aula de Yoga é pela manhã logo cedinho, antes faço uma caminhada de uns 30 minutos, no ritmo que der, rápido, devagar, com ou sem inclinação, coloco minha playlist e vou. Porque você não faz essa caminhada na rua, porque eu não quero, não gosto, se você quiser faça você. Me desculpe, eu sou muito desastrada, frequentemente minhas caminhadas na rua, terminam com tornozelo torcido, já estou traumatizada. Você tem desviar dos buracos, do coco de cachorro, dos carros, dos outros, sem contar essas merdinhas que querem levar nosso celular. Ficou claro.

Tudo o que vou descrever meu causou um grande estranhamento, mas hoje faz parte da minha rotina.

Duas vezes por semana. Você começa relaxando alguns minutos ao som de mantras, música e sons da yoga, deitado no chão, tipo largadão mesmo, respira e se entrega naquele momento, depois vem a reverência, o OM….isso independe de sua religião, não se preocupe, depois vamos aquecer as articulações com movimentos leves que vão aumentando gradualmente, não precisa fazer igual ao da Instrutora, ela é apenas um farol, cada um em seu limite, do iniciante ao avançado, da menina de 18 à senhora de 60 ou senhor, tem um senhor com mais de 70 na minha aula. Isso mesmo, e quando começou, nem conseguia sentar no chão.

Voltando, depois vamos fazer algumas posições propriamente do Yoga, saudação ao Sol, a Lua, árvore, peixe, cão, gato, pombo, camelo, você movimenta músculos que você nem sabia que existia, cada um em seu limite e em seu tempo, com esses movimentos vamos aprendendo a controlar a respiração, não é tão fácil segurar e soltar o ar e se movimentar ao mesmo tempo, é ai que a gente descobre que ficou no automático por muito tempo. Depois vamos para a meditação, com a respiração controlada, existe diversas maneiras, com tempo, completa, lateral, depois de tanto esforço nas posições, você acaba se entregando, até chegar o momento de ficar largadão no chão novamente, no começo você não compreende, mas nesse final, você fica a um ponto de dormir, de ir para o céu, ou as vezes parece que sem querer sua mente organiza de maneira agradável o que seria um dia daqueles, cada aula é uma experiência, como disse você nunca sai como entrou.

Mais tarde descobri que Yoga é muito utilizada para atletas para curar lesões ou quando estão em recuperação.

Lembre-se o limite da Yoga, não é a foto, a Instrutora, o coleguinha, ou o vídeo que você viu, o limite é você, se por a mão no chão para alguns, para você é por nos joelhos, está valendo, se o coleguinha prende o ar por 30 segundos e você faz em 5, está valendo, se o coleguinha fica na posição da árvore, por 30 segundos e você nem tira o pé do chão, está valendo, cada corpo é um, não se cobre tanto.
yoga

Voltei!!!

A medicação que eu tomo diariamente é para o controle, é para diminuir a ansiedade de maneira leve, eu acho que é para tirar o foco da dor, consulte um médico para uma medicação adequada, talvez não acerte de primeira. Nas crises mais agudas relaxante muscular e analgésicos, vi muita gente reclamando de gastrite, dor no estômago, diarreias e qualquer coisa relacionada à digestão, não passei por isso ainda, antes mesmo da crise inicial tinha por hábito de me alimentar com o probiótico Kefir ou keffir, como quiser, o kefir de leite tem me ajudado nesse quesito.

É uma dose diária, 250ml de kefir com linhaça, chia, mel e uma banana, as vezes mudo a fruta, mas a banana é mais fácil de encontrar.

Desde à muito tempo, sempre fui muito sensível à dor, qualquer esbarrada me deixava roxa, qualquer pancada demorava dias para perder a sensação de dor, lesão muscular então, demorava meses para se curar, e com o passar dos anos, foi ficando mais difícil, e agora tenho que viver com essa eterna dor, como se as pancadas nunca acabassem.

Uma das coisa que se mais tem aceito é que a Fibromialgia seja um transtorno do Sistema Nervoso Central, porque? Ninguém sabe, se alguém soubesse teria cura, agora em termos leigos, divagando mesmo, lembrem-se não sou médica, sou uma pessoa desesperada de dor. Com tantos anos de industrialização, poluição, agrotóxicos, medicações e alimentos processados, onde não sabíamos de seus efeitos a longo prazo, será que a nossa doença não é uma resposta do nosso corpo à tudo isso. Vou optar pelos orgânicos, pode até ser, mas é tarde demais, fomos iludidos pelos refrigerantes, doces super processados, carnes super processadas, OMG, meu salaminho não!!!!! Sim…..Muitos foram fumantes, mesmo que passivos…..Sério!!!? Me alimento tão bem, e  a sua mãe, quando você ainda estava na barriga, e o ambiente, é muito poluído, fica perto de avenidas, próximo à aeroportos? Não, eu moro na zona rural o ar é fresquinho, tenho até uma produção orgânica, bem, e os agrotóxicos usados nessa região, antes de ser orgânico, e o vento, e seus vizinhos produtores, e os animais que fazem migração, e a água que é poluída à quilômetros pelas grandes industrias sem que você saiba, muito desse veneno não tem cheiro nem cor, está na água da irrigação, na água que seu animal bebe, e quando consumimos, como isso vai se transformando com o decorrer dos anos, pra mim, para meus filhos??

Somente divagando…rsrsrsrs

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos

Uso de agrotóxicos pode alterar comportamento de gerações futuras

 

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