"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."

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No último dia 24 de Fevereiro, completou-se 81 anos que o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres. No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932.

Mas em uma Assembleia de Trabalhadores, escutei que as mulheres não servem para a luta da Campanha Salarial daquela categoria, o motivo era simples, segundo o interlocutor, as mulheres trabalham naquela empresa apenas para fazer compras em Shopping, não estão interessadas na luta para melhorar as condições de classe e que são pelegas, em uma greve vão furar!

As mulheres vão para o mercado de trabalho, para complementar a renda familiar, no caso especifico dele era para ajudar a comprar sua cerveja, para serem independentes financeiramente ou na maioria dos casos porque não tem opção, são divorciadas com ou sem filhos e mães solteiras, que não podem contar com a merreca da pensão que não supre todas as suas necessidades. Sem contar a triste realidade que as mulheres comprovadamente ganham de 20% à 30% menos que um homem na mesma função e na mesma empresa.

Está na hora dos Sindicatos e os Partidos acordarem para uma realidade diferente dentro do gênero feminino.4

A mulher perfeita, com ótimo salário, independente, que toma suas próprias decisões é a realidade de poucas.

Outro dia perguntei a um homem porque alguns homens preferem as “patricinhas” ou “barbies” e a resposta não podia ser mais chocante, esse tipo de “mulher a gente pode dobrar”. Não precisa explicar muito!!!!!!

O machismo está muito presente nas trincheiras de luta, é cruel e machuca silenciosamente!

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