"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."

Fazendo a contraparte do consumismo irracional e alienado que financia flagelos como a destruição do meio ambiente, a exploração animal, o recrudescimento das desigualdades sociais, o desmonte moral e até a desarmonia familiar, o consumo ético vê-se cada vez mais em evidência nessa nossa realidade que vem sendo marcada pela gradual e parcial evolução de paradigmas, valores e morais. Um número notável e crescente de pessoas está enfim percebendo o quanto a humanidade está pesando, com seu hábito consumista, em cima da natureza e de si própria.

Problemas ambientais, humanitários, morais, animais, sociais, etc. mostram a cada dia que cada um de nós deve tomar consciência tão logo para que nossa existência não continue sendo esse fardo insustentável para o planeta, para as pessoas mais sofridas e para os animais. Ou ao menos sejamos um peso menor possível no planeta.

É impossível deixar de ser um consumidor desde quando a civilização começou a existir, mas é muito bem praticável adotar um consumo ético e consciente. É possível que continuemos sendo consumidores e ao mesmo tempo abandonemos o consumismo predatório e egoísta. Existe um grande número de ações possíveis para que adotemos o atributo de consumidores comprometidos com a responsabilidade de não contribuir com a degeneração do mundo. Quinze delas fazem-se mais evidentes e praticáveis na realidade brasileira e por isso estão aqui listadas.

Pratique-as e será um consumidor compromissado com a concretização dos desejos de um planeta mais habitável e uma humanidade mais tolerável.

1. Procure comprar apenas o que satisfizer suas necessidades.

Este mandamento soa como um insulto numa sociedade consumista e cultuadora dos “sonhos de consumo” como a nossa, mas, na visão de alguém que não engole o dogma cultural-econômico de que comprar e ter objetos caros e desnecessariamente luxuosos é mais valoroso do que ter itens equivalentes que satisfazem mais basicamente as necessidades, é não só necessário como ideal para que haja sustentabilidade.
Além de ser obviamente mais econômico e compensatório em todos os sentidos, diminui a chamada Pegada Ecológica, que é a contribuição individual ou familiar para o consumo global de recursos naturais e descarte de poluentes e lixo no ambiente, e nos insere numa séria e profunda reflexão sócio-filosófica sobre os malefícios trazidos pelo capitalismo como conhecemos hoje nos mais diversos âmbitos, podendo a mesma nos dar poderes de reformar muitos dos paradigmas predatórios atuais. O modo como esses poderes serão usados é um assunto para discussão coletiva entre quem aderiu ao consumo de priorização da necessidade.

2. Participe de boicotes.
Num mundo movido por dinheiro, evitar comprar de empresas antiéticas é uma ação heróica, é a estratégia mais próxima da perfeição para promover uma punição eficaz contra elas. Se interrompermos o fluxo de dinheiro para corporações que promovem certos abusos, elas sentirão as conseqüências do desagrado gerado por sua atitude naquilo que lhes é mais sensível: o lucro, que permite seu crescimento e também sua existência. Uma vez que os podres da empresa foram publicamente escancarados pelos ativistas de boicote, a imagem institucional, sagrada para a índole de toda instituição, torna-se danificada e isso nenhuma corporação deseja – seu reconhecimento público como irresponsável abusiva ou criminosa é um veneno poderoso que lhe ameaça seriamente o faturamento. Assim sendo, boicotar é o ultimato mais poderoso e eficiente que se pode fazer a uma entidade praticante de atos abusivos, numa mensagem verbal ou não-verbal que geralmente assim consiste: “Deixamos de comprar seus produtos ou serviços porque não gostamos de sua atitude no que concerne a [insira a causa abusada aqui]. Fechamos a torneira que enchia suas reservas vitais. Ou a empresa muda sua política em relação a [insira a causa abusada aqui] ou sofrerá danos profundos em sua imagem institucional e subseqüentes prejuízos financeiros que ameaçarão seus planos de desenvolvimento e talvez sua própria existência.”

O que não falta atualmente são causas para se boicotar determinadas empresas. E são muitas:

a) Violação de direitos humanos e trabalhistas: muitas corporações ainda insistem em desrespeitar direitos trabalhistas e super explorar seus empregados. A China é o país com mais ocorrências desse problema. Com abusos que vão desde o pagamento de baixos salários até disciplinamento anacronicamente cruel, espremem as forças e condições de seus funcionários para que produzam muito e, assim, tragam lucros super-altos para apreciação da cúpula diretora. Também existem empresas envolvidas com atitudes criminosas nos bastidores como ameaças dirigidas a pequenos agricultores e perseguição de ex-funcionários que denunciaram abusos internos.

b) Patrocínio de eventos de crueldade contra animais: touradas, rodeios e vaquejadas, apesar de serem atividades baseadas por definição no abuso, agressão e inflição de sofrimento contra touros, cavalos e ocasionalmente até bezerrinhos, são muito valorizados por muitas empresas em várias regiões do Brasil e do mundo.

c) Testes de produtos em animais.

d) Irresponsabilidade ambiental e cumplicidade em atos de degradação: entidades que o Greenpeace denuncia todos os anos. Multinacionais de agronegócio, gigantes petrolíferas, indústrias químicas, agroindústrias, produtoras de celulose… Os danos ambientais promovidos passam pelo desmatamento dos mais diversos ecossistemas – com destaque para florestas –, pela poluição massiva e rotineira da atmosfera, de massas d’água ou de extensões de solo e pelo descarte indiscriminado de lixo tóxico. Movimentos de boicote de causa ambiental infelizmente ainda são menos percebidos e conhecidos do que deveriam ser.

e) Inclusão de fazendas griladas no fluxograma de produção: acontece muito no Brasil, com destaque para as regiões Norte e Centro-Oeste, o fato de que imensos pedaços de terra são obtidos por desmatamento e/ou roubo de pequenos agricultores por coação armada e falsamente legalizadas por documentos forjados. Fazendeiros donos dessas áreas costumam também empregar mão-de-obra escrava ou semi-escrava para a produção. Cegamente ou por má índole, diversas empresas alimentícias compram matéria-prima agropecuária desses lugares e permitem assim a viabilidade econômica da grilagem, o que gera a continuidade da prática desse crime agrário. A maioria dessas corporações também está envolvida nas já citadas políticas de irresponsabilidade ambiental.

f) Boicote às Olimpíadas de Pequim: pelas mesmas razões que levam ao boicote de produtos “Made in China”, a edição 2008 dos Jogos Olímpicos está sendo muito visada por ativistas das mais diversas causas ao redor do mundo.


g) Boicote aos EUA: há muito tempo fala-se de boicotar as empresas americanas e esse movimento cresceu depois da Guerra do Iraque. Em outras palavras, abandonar o fast-food, os refrigerantes e certas marcas de vestuário, uma vez que é de empresas desses ramos a maioria das que possuem as piores condutas de política social, cultural e ambiental.

h) Dedicação de investimentos no financiamento da indústria armamentista: engrossando as razões de se boicotar no mínimo as piores empresas americanas, está o fato de que muitas delas são acusadas de dedicar parte de seu faturamento à contribuição financeira dos gastos militares e armamentistas dos Estados Unidos. Caso você queira boicotar empresas que contribuem com divisas para esse tipo de atividade, consulte as listas disponíveis na internet, mas verifique se as acusações dirigidas a cada uma procedem.

i) Outros boicotes: outras listas de corporações passíveis de boicote incluem exemplos como gigantes da comunicação em massa que promovem jornalismo manipulado, grosseiramente parcial e beneficiador de elites sociais e políticas, multinacionais que maltratam valores culturais e religiosos de determinados países e empresas envolvidas em freqüentes casos de desrespeito ao consumidor.

3. Desvie sempre que puder de produtos “Made in China”.
Além das razões que dei para se boicotar as Olimpíadas 2008, há várias outras que inflamam nossa consciência de modo que a recomendação é não comprar mais nada vindo da China. Vou dar alguns motivos básicos:

a) O governo chinês é uma ditadura que faz de seu povo refém de seu totalitarismo e mostra odiar os direitos humanos.

b) A super exploração trabalhista é uma das características abusivas mais importantes do capitalismo daquele país. Jornadas de trabalho semanais que chegam a mais de 70 horas, salários muito baixos, proibição de greves e protestos, são fatores abundantes lá.

c) É essa exploração que dá àquele país uma das maiores taxas de crescimento econômico do mundo e lucros “alucinantes” para as empresas que instalam filiais ali. Em outras palavras, o empresariado chinês e o multinacional só ganha tanto porque economiza o que deveria ser pago para seus trabalhadores em salários melhores e outros benefícios.

d) A exploração animal na China é a pior de todo o planeta. “Fur farms” (campos de concentração de animais que serão mortos para extração de pele); maus tratos contra animais mais freqüentes do que em qualquer lugar do mundo; uma cultura superonívora que, em termos um pouco exagerados, come quase tudo o que se move pela frente, incluindo animais em extinção e tendo humanos como exceção; etc. fazem dali um país que nenhum ativista defensor dos bichos gostaria de visitar.

e) É de praxe a opressão de minorias étnicas e nacionais no território daquele país. Em 2008, ganhou destaque absoluto a repressão infligida aos tibetanos.

f) Sustentabilidade ambiental é quase um palavrão para o capitalismo de Estado chinês.

g) Os produtos chineses costumam ser de muito baixa qualidade e quebrar fácil. Se forem baratos, é porque o material utilizado é medíocre, a mão-de-obra é mal paga e falta controle de qualidade.

4. Seja vegano.
O veganismo consiste em evitar todas as formas de exploração animal que puderem ser evitadas. Sendo vegano, você evita permanentemente carne, leite, ovos, mel, couro, seda, lã, gelatina (exceto as com base vegetal da alga ágar-ágar) e todos os produtos, alimentícios ou não, que contenham ingredientes de origem animal, em que se incluem substâncias como cálcio de ostra, glicerina não-vegetal e lanolina. Também evita produtos quaisquer de empresas que lançam mão de testes em animais para averiguar a segurança, qualidade e eficácia de seus produtos. Se não a única, é a corrente ética mais importante e recomendável no combate total à exploração e matança industrial de bichos. Se você tem uma compaixão legítima por eles, considera que explorá-los e matá-los para sempre não é compatível com o caráter racional, civilizado e constantemente evolutivo do humano, reconhece que já há alternativas livres de crueldade aplicáveis em todas as áreas da indústria de bens de consumo, o que está esperando para rever seus hábitos de consumo e adotar a atitude vegana?

Há, no entanto, duas observações a serem feitas: primeiro, os princípios ativos da maioria dos remédios atuais é proveniente de pesquisas com animais, sendo uma área muito difícil de ser boicotada – e impossível quando a pessoa é dependente de medicação controlada ou tratamentos medicamentosos prolongados e indispensáveis. Segundo, os produtos livres de testes em animais são relativamente raros em comparação aos produzidos por empresas testadoras. Assim sendo, o veganismo, que muito dificilmente poderá ser adotado em absoluto, deve vir acompanhado de disposição para participar de ações ativistas contra testes cruéis, como protestos e atos de conscientização maciça. Com o boicote vegano mais o ativismo, as empresas serão pressionadas a abandonarem os experimentos em animais, e isso já aconteceu com muitas delas.

5. Animais não são produtos nem bens de consumo.
Consumidor ético não é consumidor de animais, não os inclui no setor de “bens de consumo”, mas sim no de vidas sencientes e dignas de respeito. Assim, nunca compra bichos, e sim os adota, sem pretensões utilitárias ou seletividade de raças (no máximo há a escolha por tamanho, de acordo com as condições do futuro lar do animal tutelado), mas com a missão de salvá-los do abandono e da morte prometida pelos centros de controle de zoonoses e prover-lhe amor sem esperar nada em troca, sabendo que esse sentimento não tem preço.

6. Não compre nada vendido por crianças.
Estou falando aqui daquele trabalho diretamente ligado à miséria e, muitas vezes, à falta de escrúpulos dos pais que obrigam os filhos pequenos a trabalharem. O trabalho infantil é uma das vergonhas sociais do Brasil (e de muitos outros países), mas a maioria dos consumidores, numa vergonha de iguais dimensões, aceita torná-lo lucrativo e não hesita em comprar um jornal, um pacote de balinhas, um saquinho de amendoim… Mal sabem que estão ocupando o tempo que aquele(a) menino(a) teria para estudar, conhecer amigos e brincar. Tudo bem que a escola pública de hoje ensina muito mal, mas isso não é pretexto para contribuirmos para a criança evitá-la.

7. Se desconfiar ou souber que a pessoa está vendendo o objeto contra a família, não compre dela.
Essa questão é muito pouco lembrada no dia-a-dia, mas para ela deve ser chamada a atenção, uma vez que muitos sofrem por sua causa. Muitas vezes, em comunidades pobres, um homem que entrou em dissensão contra sua família ou está dominado pelo alcoolismo ou outro vício perde a cabeça e passa a vender objetos de sua casa. Nestes, podem estar desde a TV que diverte a família até a máquina de costura que é o ganha-pão de sua esposa ou mãe. De vez em quando, o sujeito forma um verdadeiro “bazar do mal” para se desfazer de diversos objetos contra a vontade das pessoas de seu lar.

8. Prefira produtos de material reciclado.
Reduzir, reutilizar e reciclar é o lema do consumidor ambientalmente consciente. Reduzir o seu consumo alimentar e doméstico para apenas aquilo que as necessidades exigem, reutilizar o máximo possível do que estaria destinado ao lixo mas tem componente material reaproveitável, reciclar o máximo possível de matéria-prima. Todos são valorizados por todo aquele que quer reduzir sua Pegada Ecológica, mas dou aqui ênfase à reciclagem.

As opções ambientalmente corretas estão crescendo por todo lugar. Resmas de papel reciclado, tintas com resina à base de plástico PET de garrafas, material de construção alternativo feito a partir de materiais que escaparam de ser convertidos em lixo, são várias, e cada vez mais abundantes e diversificadas, as saídas para aqueles que querem evitar aqueles produtos convencionais tão onerosos ao meio ambiente. E o preço, em grande parte dos casos, é muito camarada, aproximando-se dos materiais convencionais ou sendo ainda mais baratos.

9. Prefira comprar de empresas dotadas de responsabilidade social e ambiental.
Em vez de dedicar seus investimentos e energias para promover devastação ambiental para fins de obtenção predatória de matérias-primas ou a exploração abusiva de seus empregados com propósitos de aumento da produtividade, preferem o lado do bem, respeitando seus trabalhadores, destinando fundos para obras de cunho social e promovendo a caminhada rumo ao desenvolvimento sustentável do seu país. Buscam a excelência pela obtenção de certificados como a ISO14001 (para gestão e responsabilidade ambientais) e SA8000 (para responsabilidade social). Entre empresas comuns ou abusivas, que não possuem essa visão de harmonia empresarial e industrial com a sociedade e o meio ambiente, e as certificadas, que têm a honra de adotá-la, prefira a segunda opção se quiser consolidar sua postura de consumidor ético e consciente.

Mas, antes de abraçar determinada instituição, saiba que, em boa parte das ocasiões, a tal responsabilidade é apenas uma fachada institucional para atrair mais simpatia dos clientes e conseqüentemente mais lucro, ou para encobrir abusos ocorrentes nos bastidores, e não tem fundamentos sólidos ou obras que comprovem essa boa índole empresarial. Assim, é de bom grado que o consumidor responsável tome ciência das boas ações concluídas ou em andamento por parte daquela empresa e também ponha na balança essas ações em um prato e o lado mais pernicioso dos procedimentos empresariais dela no outro. Se o lado positivo da corporação valer muito mais que o negativo, pode ir até abraçar o prédio de sua filial ou matriz. Se a diferença for pouca para o lado bom ou os pratos da balança estiverem equilibrados, é ocasião para pensar duas vezes antes de procurar um produto ou serviço dela. Se o lado ruim pesar mais e estiver caracterizada uma falsa responsabilidade sócio-ambiental, corra e alerte as pessoas ao seu redor.

10. Madeira, apenas certificada.
A maioria da madeira comercializada nas madeireiras brasileiras vem de desmatamento ilegal. Assim é muito fácil manter uma venda fácil de madeiras, afinal a fonte – a Amazônia, na grande maioria dos casos – parece inesgotável porque, segundo alguns, “ainda tem muita mata sobrando”. Um consumidor consciente e responsável não pensa assim nem tolera esse oba-oba predatório. Antes de comprar madeira para sua casa na madeireira tal, certifique-se de que a origem dela é de extração legal, proveniente de plantações arbóreas ou manejo florestal, e verifique se há certificado atestando essa legalidade.

11. Prefira álcool ou gás natural (até porque não há combustível melhor que esses no momento)
Apesar de o álcool vir de canaviais surgidos de um processo secular de desmatamento sistemático descontrolado contra a Mata Atlântica e concentração fundiária e o gás natural ser tão não-renovável quanto o petróleo, os dois combustíveis ainda são os menos maus disponíveis. Poluem menos que a gasolina e seus preços também são menos salgados. Entretanto, no caso do álcool, há o contrapeso de estimular o desmatamento, o não-reflorestamento da Mata Atlântica, a glória latifundiária e também o esmagamento da agricultura alimentícia, uma das mais prováveis razões especuladas para a atual crise dos alimentos. Mas ainda assim, entre a gasolina, o álcool e o gás natural, prefiro indicar os dois últimos. Mas quando as células de hidrogênio e, talvez, as de água eletrolisada chegarem, vou poder respirar mais aliviado.

12. Feche o bolso (e, se puder, os ouvidos) para músicos envolvidos em más influências à juventude e crueldades.
Quando pensamos ou temos vontade de pensar que, com o passar dos anos e a multiplicação da informação de fácil acesso, a preocupação dos músicos com sua integridade, dignidade, reputação e saúde amadureceu a ponto de passarem a prezar pela boa influência e inspiração de seus fãs, batemos forte com a cara na parede. Continuam abundantes os cantores e integrantes de bandas ora envolvidos com drogas e adeptos do showbiz bizarro de exibir-se as consumindo e minando sua vitalidade e saúde, ora incentivadores da crueldade contra animais, ora praticantes de apologias à irresponsabilidade juvenil.

Gentalha como Amy Winehouse, vulgo Já Morreu, um dos dois únicos nomes que faço questão de dedurar neste artigo, parece querer induzir seus fãs a adotarem um caminho perverso, autodestrutivo e até criminoso com suas peripécias mórbidas de envolvimento com drogas pesadas, brigas e arruaças. Terminam, voluntária ou involuntariamente, passando a mensagem “façam m…, é muito cool e divertido!” e sendo ainda piores e mais perigosos que as mais sofisticadas propagandas de cigarro. Ela não é o único mau exemplo de artista, a música pop tem muitos outros casos contemporâneos de suicidas graduais sobre os quais convido você, a saber, mais pela internet e por livros.

Os segundos exemplos, os quais incluem muitos artistas brasileiríssimos, são de artistas e bandas que, exaltam e aproveitam-se da falta de compaixão com os animais. O exemplo estrangeiro mais famoso é Jennifer Lopez, o segundo nome dedurado por aqui, e seus muitos casacos de pele. Sempre ignorou e desdenhou os apelos de entidades defensoras dos animais como o PETA e, em alguns clipes, faz questão de ostentar casacos feitos a partir da morte de dezenas de bichos torturados e esfolados vivos.

Já no Brasil, galopam as bandas e músicos, em sua maioria de rock, country, sertanejo e daquilo que chamam de “forró estilizado”, que tocam em rodeios e vaquejadas. Falta de alertas não é pretexto, uma vez que a única atitude tomada pela maioria em resposta a apelos de ativistas de direitos não-humanos é ignorá-los e até fechar seus canais de comunicação para eles. Aproveitam-se da lotação desses shows de horrores para vomitar suas músicas perante um público visivelmente alienado e ignorante das atrocidades ocorridas na arena próxima.

E falando em “aquilo que chamam de ‘forró estilizado’”, esse estilo, na maioria das músicas (han-han…), faz um caso típico de apologia à irresponsabilidade juvenil. Pegue uma amostra de cinco canções das bandas mais famosas do que eu chamo de Ritmo Nordestino Estilizado Imundo e verá temas deploráveis: alcoolismo, pornografia explícita (com o agravante de que muitos fãs desse estilo musical são menores de idade), sexo irresponsável, infidelidade e traição conjugal, misoginia, prostituição sem controle, apologia às vaquejadas… O incentivo à adoção desses comportamentos é franco e explícito.

Paras essas turminhas, vale também responder com a linguagem do boicote. Feche o bolso para elas, evite comprar seus CDs e DVDs e ir aos seus shows. E não vou sugerir que baixe MP3 como alternativa, uma vez que há no mesmo os potenciais da continuidade da audiência e divulgação. Em vez disso, faço outra recomendação enfática, pegando carona na baixíssima qualidade do som tocado por todos esses músicos: feche seus ouvidos também! Consumidor ético e consciente também não dá ibope para gentalhas provedoras de más influências e que não respeitam os animais. Enfatizo aquela velha frase transmitida em jogos antigos de videogame: “Vencedores não usam drogas”. E lanço minha versão: “Vencedores não OUVEM drogas”.

13. Prefira produtos agrícolas orgânicos.
Estes vêm, mais asseguradamente, de plantações mais corretas em seus procedimentos, as quais não estimulam a concentração fundiária nem costumam fazer uso de agrotóxicos que terminam envenenando os alimentos e promovendo uma lenta sabotagem bioquímica no corpo de quem os compra. É um pouco mais caro, mas compensa muito quando se fala de boa saúde e longevidade. Aparece, porém, a objeção de que o preço a mais que se daria em feiras orgânicas é “a mais demais” para se conceber sem chiar, ainda mais numa época de inflação alimentícia.

14. Não seja guloso.
Uma vez que o consumidor consciente “reduz, reutiliza e recicla”, podemos considerar que “reduzir” também implica ser mais moderado na alimentação. Se você hoje come muito para matar a fome, recomendo uma reeducação alimentar, simultaneamente uma reeducação que diminua essa necessidade pela metade, tal demanda vai cair na mesma proporção e sua pressão em cima da natureza, a parte alimentar da Pegada Ecológica, será 50% menor.

15. Conscientize.
Um consumidor ético e consciente deseja muito expandir sua ética e consciência para o máximo possível de pessoas. Por isso, vem o mandamento enfático: conscientize quem você puder explicando e pregando as 14 sugestões anteriores. Se você quiser ser um dos heróis, e não um dos vilões, no mundo atual movido pelo consumo, seja um consumidor responsável, ético e consciente. 

Na intenção de escrever sobre o consumo desenfreado de hoje encontrei este artigo muito original. Visitem o espaço do autor na rede e leia seu artigo na integra.

Robson Fernando
robfbms@hotmail.com
http://conscienciaefervescente.blogspot.com  

 

 

 

Comentários em: "Os 15 mandamentos do consumidor ético e consciente" (19)

  1. Robson disse:

    Obrigado, Cássia, pela admiração e por ter divulgado meu artigo. Fico feliz quando a conscientização é transmitida e meu trabalho é valorizado!
     
    Abs

  2. dodo disse:

    valeu foi um bom trabalho qe vc fez a qi

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